Frase da semana:

"Só é útil o conhecimento que nos torna melhores" (Leonardo da Vinci)

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Verdadeira Idade


Dia desses, eu vivi duas situações parecidas e ao mesmo tempo distintas. Ambas serviram para me fazer refletir sobre aquela velha questão que “aflige” certas mulheres (e ultimamente muitos homens também!): a idade!!! oOOo

Bem, estava eu, linda e bela, executando alguns dotes domésticos (acreditem, eu tenho dotes domésticos!) quando comecei a ser indagada sobre minha idade por uma criaturinha de 7 anos. Conversa vai, conversa vem, seguiu-se o diálogo:


- Tia, mas você tem quantos anos?

(Eu, até então bem resolvida, respondi):

- Tenho 25. (!!!)

(O espanto na cara dela me desmontou. E ela continuou):

- Puxa vida tia, minha mãe tem 24, é mais nova que você e já tem filha. Você nem pode ter mais filho né, já tá velha. (#CriançaMá)

FRUSTRAÇÃO TOTAL!!! Foi isso que senti, pelo menos naquele momento. Com o tempo fui voltando ao meu estado normal de aceitação temporal.


Vou confessar que na hora que ouvi a resposta eu pensei em várias respostas ou argumentos para não ficar por baixo, mas escolhi o silêncio, assim não corri o risco de ter que explicar uma situação delicada. E pra que, afinal era só um momento de crise de idade. Realmente, o silêncio foi melhor.

Voltando... À noite, saí com uns amigos e de repente me vi conversando com uma pessoa querida, mas não tão íntima e o diálogo foi o seguinte:

- Mas quantos anos você tem Babih?

- Ah, 25.

Ela fez cara de surpresa e eu esperando mais um comentário desagradável com cara de paisagem, daí ela solta:

- Nossa, pensei que tivesse 18. (#RacheiDeRir)

Nesse momento meu ego recebeu uma massagem relaxante, mas eu mantive a pose e ri (muito) porque sei que não é pra tanto assim!


Bom, frustrações e satisfações a parte, a questão que me fez escrever esse texto foi: Eu não sou velha!! Brincadeira. Rsrsrs’... A questão foi: Como saber/sentir a verdadeira idade? Porque às vezes temos uma idade cronológica e por dentro sentimo-nos com mais ou menos idade.


Eu tenho 25, mas não tenho a sensação de faltar apenas 5 anos para completar os 30 e também não vivo por aí como uma garota de 17 (nem sempre! rsrs'). Eu apenas me sinto bem! Resolvida! Com 25 hoje, 20 ontem, 28 amanhã. Sentimentos de uma mulher de 25, algumas respostas de uma adolescente de 25, responsabilidades de uma jovem de 25. Tudo assim bem misturado.


Vejo garotas da minha idade que já se entregaram a vida de uma senhora e vejo senhoras de 45, 50 anos desfrutando de tudo que a juventude pode oferecer, sem Síndrome de Peter Pan, apenas vivem, intensamente. Isso transparece não só no físico (afinal, tem gente que tem 30 que aparenta ter 30), você percebe no jeito, no sorriso, na maneira de agir, no modo de encarar a vida e por aí vai.


Quando me imagino com 60 anos não me vejo sentada na cadeira de balanço, fazendo tricô e entregue aquela vidinha monótona (e olha que eu gosto de cadeira de balanço, mas não como estilo de vida), eu quero sentir a vida aos 60 anos ou enquanto eu estiver vivendo (seja com mais ou menos de 60). Quero viajar, descobrir, rir, chorar, aprender, ensinar e tantas outras coisas. Pode ser que aos 60 o pique não seja o mesmo que aos 25, mas a vida segue e cada um dá o ritmo que deseja à sua.


Concluí nisso tudo, que não sei o porquê da idade cronológica às vezes ser diferente do que sentimos e blábláblá... Só sei que, como diria o escritor português, Vergílio Ferreira: "Foi bom ter nascido. Foi bom não ter acabado ainda de nascer", a vida começa todos os dias e o mais importante não é a data do seu RG e sim o que você faz com os dias que passam...


Ah, e 2 conselhos que eu dou (se é que eu posso fazer isso... Ah, posso sim, o blog é meu! rsrs'), lá vai:


Crianças são sinceras, mas não as leve tão a sério elas não tem muito discernimento! rsrs' (Experiência própria!)

Viva com excelência, independente da sua idade. Simplesmente viva, dia após dia.


Beeeijos e obrigada pela atenção,

Babih.


PS: E pra quem não entendeu: É, eu tenho 25 anos mesmo!! OMG! rsrs'

terça-feira, 20 de julho de 2010

Definição


Quem é você? Difícil responder a essa pergunta. Eu acho que a resposta encontra-se dentro de cada um de nós, ou pelo menos deveria estar.

É comum a gente definir alguém primeiramente pelo que vemos, pelo que ouvimos dizer e por aí vai... Até realmente conhecer essa pessoa.

A minha verdade é que não sei me definir, não sei com exatidão como cheguei onde estou e nem onde quero chegar.

Que me desculpem os letrados, que me desculpem os senhores do conhecimento, mas não viajei o mundo, não fui o número 1 da classe, deixei de concluir muitos projetos, me perdi no caminho, pedi direção, voltei atrás e comecei novamente; senti medo, errei, quebrei a cara, me orgulhei de alguns de meus feitos e chorei com outros, me privei de desejos e me entreguei a algumas de minhas tristezas; não tenho nenhum diploma importante, nenhum pedaço de papel que me dê grandeza, mesmo que só no papel; não tenho sangue azul e nem brasão de família; não me sentei com reis e poderosos; não tenho sabedoria milenar e nem tenho beleza estonteante; sou branquela (e com orgulho!), sempre tive, e ainda tenho, altas discussões com meu corpo e meu cabelo, nunca fui escrava, mas trabalho, coisa comum, mas que me traz dignidade; não sou poliglota, não lutei pelo meu país (não em uma guerra propriamente dita.); conheço gente de todo tipo e de todo jeito; já vivi paixões avassaladoras e amores eternos de 1 mês.

Já fui (ou quis ser) filha, amiga, mãe sem nem engravidar, inimiga, heroína, mocinha, criança aos 25, mulher aos 11, chorei de alegrias e tristezas. Enfim, não tenho nenhum grande feito para que outros se orgulhem de mim. Mas tenho meus pequenos detalhes, que me fazem ser quem sou.

Lembro das brincadeiras, dos lugares que visitei; sinto o cheiro dos lugares que fizeram história em mim, vejo rostos familiares; me sinto em casa quando estou entre velhos e novos amigos... Ah, os amigos!! Destes sim e tenho orgulho! Alguns passaram, marcaram, se foram; outros permanecem, alguns surgem no caminho e se instalam de tal forma que parece que sempre estiveram por ali; amigos-família, que já nascem amigos. Amigos que me alegraram, que me ensinaram, que me ouviram; amigos que cultivei e cativei; amigos que me conquistaram. Aqueles que hoje não vejo como amigos é porque nunca foram, afinal, uma vez amigo, sempre amigo, mesmo que não tenhamos mais nada em comum, mas sempre existirá o carinho, o respeito, a cumplicidade...

Entre amigos os erros e atropelos vem acompanhados do perdão; as tristezas encontram um ombro acolhedor e por vezes uma bronca bem colocada.

Meus amigos por vezes me mostraram meu talento, me mostraram o caminho, me ajudaram naquela prova, me apresentaram o amor da minha vida, estavam junto quando eu concretizava a maior de todas as mancadas; alguns confiaram seus segredos a mim, guardaram minhas confidências, mesmo quando não nos víamos com tanta frequência.

São esses amigos que me orgulham, cada um com seus defeitos, eles são minhas maiores conquistas.

Nenhuma pedra preciosa permanece intacta com o tempo, ela resiste ao tempo, mas acaba apresentando algumas deformações, alguns arranhões, mesmo assim não deixa de ser valiosa. Assim são meus amigos, podem ter surgido marcas e algum desgaste na nossa amizade, mas eles continuam sendo minhas pedras preciosas. E definitivamente, eles sabem quem eu sou, porque sabem que eu sou parte deles. Cada pedacinho de mim reflete um amigo que tenho e talvez seja por isso que eu não saiba me definir: Sou um todo, mas formado por várias partes singulares e diferentes.

Obrigada amigos, vocês fazem parte de quem eu sou! E eu amo muito tudo isso!

(Dia do Amigo: 20.07.2010)


Beeijos, Babih.