Dia desses, eu vivi duas situações parecidas e ao mesmo tempo distintas. Ambas serviram para me fazer refletir sobre aquela velha questão que “aflige” certas mulheres (e ultimamente muitos homens também!): a idade!!! oOOo
Bem, estava eu, linda e bela, executando alguns dotes domésticos (acreditem, eu tenho dotes domésticos!) quando comecei a ser indagada sobre minha idade por uma criaturinha de 7 anos. Conversa vai, conversa vem, seguiu-se o diálogo:
- Tia, mas você tem quantos anos?
(Eu, até então bem resolvida, respondi):
- Tenho 25. (!!!)
(O espanto na cara dela me desmontou. E ela continuou):
- Puxa vida tia, minha mãe tem 24, é mais nova que você e já tem filha. Você nem pode ter mais filho né, já tá velha. (#CriançaMá)
FRUSTRAÇÃO TOTAL!!! Foi isso que senti, pelo menos naquele momento. Com o tempo fui voltando ao meu estado normal de aceitação temporal.
Vou confessar que na hora que ouvi a resposta eu pensei em várias respostas ou argumentos para não ficar por baixo, mas escolhi o silêncio, assim não corri o risco de ter que explicar uma situação delicada. E pra que, afinal era só um momento de crise de idade. Realmente, o silêncio foi melhor.
Voltando... À noite, saí com uns amigos e de repente me vi conversando com uma pessoa querida, mas não tão íntima e o diálogo foi o seguinte:
- Mas quantos anos você tem Babih?
- Ah, 25.
Ela fez cara de surpresa e eu esperando mais um comentário desagradável com cara de paisagem, daí ela solta:
- Nossa, pensei que tivesse 18. (#RacheiDeRir)
Nesse momento meu ego recebeu uma massagem relaxante, mas eu mantive a pose e ri (muito) porque sei que não é pra tanto assim!
Bom, frustrações e satisfações a parte, a questão que me fez escrever esse texto foi: Eu não sou velha!! Brincadeira. Rsrsrs’... A questão foi: Como saber/sentir a verdadeira idade? Porque às vezes temos uma idade cronológica e por dentro sentimo-nos com mais ou menos idade.
Eu tenho 25, mas não tenho a sensação de faltar apenas 5 anos para completar os 30 e também não vivo por aí como uma garota de 17 (nem sempre! rsrs'). Eu apenas me sinto bem! Resolvida! Com 25 hoje, 20 ontem, 28 amanhã. Sentimentos de uma mulher de 25, algumas respostas de uma adolescente de 25, responsabilidades de uma jovem de 25. Tudo assim bem misturado.
Vejo garotas da minha idade que já se entregaram a vida de uma senhora e vejo senhoras de 45, 50 anos desfrutando de tudo que a juventude pode oferecer, sem Síndrome de Peter Pan, apenas vivem, intensamente. Isso transparece não só no físico (afinal, tem gente que tem 30 que aparenta ter 30), você percebe no jeito, no sorriso, na maneira de agir, no modo de encarar a vida e por aí vai.
Quando me imagino com 60 anos não me vejo sentada na cadeira de balanço, fazendo tricô e entregue aquela vidinha monótona (e olha que eu gosto de cadeira de balanço, mas não como estilo de vida), eu quero sentir a vida aos 60 anos ou enquanto eu estiver vivendo (seja com mais ou menos de 60). Quero viajar, descobrir, rir, chorar, aprender, ensinar e tantas outras coisas. Pode ser que aos 60 o pique não seja o mesmo que aos 25, mas a vida segue e cada um dá o ritmo que deseja à sua.
Concluí nisso tudo, que não sei o porquê da idade cronológica às vezes ser diferente do que sentimos e blábláblá... Só sei que, como diria o escritor português, Vergílio Ferreira: "Foi bom ter nascido. Foi bom não ter acabado ainda de nascer", a vida começa todos os dias e o mais importante não é a data do seu RG e sim o que você faz com os dias que passam...
Ah, e 2 conselhos que eu dou (se é que eu posso fazer isso... Ah, posso sim, o blog é meu! rsrs'), lá vai:
1º Crianças são sinceras, mas não as leve tão a sério elas não tem muito discernimento! rsrs' (Experiência própria!)
2º Viva com excelência, independente da sua idade. Simplesmente viva, dia após dia.
Beeeijos e obrigada pela atenção,
Babih.
PS: E pra quem não entendeu: É, eu tenho 25 anos mesmo!! OMG! rsrs'

